Destaques

Grid List

O Dia Mundial da Alfabetização foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) através da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1967. 

 

Já dizia o pedagogo Paulo Freire que "a alfabetização é mais, muito mais, que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e, é a chave da porta do conhecimento".

 

Como um fundamento dos direitos humanos e da dignidade, a alfabetização é vital para o desenvolvimento económico e social, para a igualdade de género e para a criação de uma sociedade mais inclusiva e sustentável.

Sobre Moçambique:

 

Infelizmente em Moçambique esta data ainda não pode ser plenamente comemorada visto que os dados são deveras preocupantes. Frequentar a escola (sobretudo a escola que sabemos estar distante do ideal) não garante a alfabetização, o que aumenta ainda mais o desafio de levar o conhecimento pleno para todo cidadão Moçambicano.

 

Segundo o director nacional de Alfabetização no Ministério da Educação, Laurindo Nhacune (2015), “apesar dos progressos alcançados, a taxa de analfabetismo no país continua entre as mais altas do mundo, principalmente entre as mulheres, cuja taxa de analfabetismo é superior (64,2%) em relação aos homens (34,6%), e mais alta nas áreas rurais (81,2%) do que nas urbanas (46,1%)”.

De acordo com o IDS (2011), 41% das mulheres das áreas rurais não frequentaram a escola, enquanto nas urbanas esta percentagem é de 13%. Entre os homens rurais, estas proporções situam-se em 18% e 4%, respectivamente.

A alfabetização é a peça-chave para a diminuição das injustiças sociais, já que a circulação de ideias e saberes está intrinsecamente relacionada com a diminuição da pobreza.

 

Celebra-se hoje (07.09) o dia dos Acordos de Lusaka.

 

Os acordos de Lusaka foram assinados na Zâmbia entre o Estado Português e a Frente de Libertação de Moçambique.

Ficou decidido neste acordo o reconhecimento à independência do povo Moçambicano, a qual seria proclamada à 25 de Junho de 1975. Na sequência, foi criado um governo de transição para dar início a transferência progressiva dos poderes para Moçambique até a proclamação da independência.

Como jovens de hoje, a nossa luta deve consistir em impulsionar os valores da democracia e boa governação, clamando por uma educação transformadora capaz de responder aos desafios internos e externos, num ambiente de união, irmandade e justiça social.

 


Samora Machel e Mário Soares no Acto de Assinatura Mais do que comemorar os Acordos de Lusaka devemos reflectir profundamente sobre o significado da vitória no contexto actual de crise económica e social generalizada!

Cada geração tem os seus desafios e devemos sempre fazer jus ao magno compromisso dos Moçambicanos "nenhum tirano nos irá escravizar", ecoando em uníssono:

 

DEVOLVAM-NOS A ESPERANÇA, DEVOLVAM A ESPERANÇA NA VITÓRIA AOS MOÇAMBICANOS!

Nós, cerca de 400 cidadãos, dentre jovens, actores políticos nacionais, entidades do Estado, organizações da sociedade civil, representantes de confissões religiosas, activistas de direitos cívicos, académicos, sector privado, trabalhadores do sector informal, jornalistas, associações socioprofissionais, activistas das redes sociais, entre outros, reunimos na Cidade de Maputo, no dia 5 de Julho de 2016 em Conferência Nacional Pensar Moçambique, sob o lema “Juventude e a Agenda da Paz”.

Nesta bancada se discutem assuntos transversais da sociedade, onde a educação surge como a base que norteia a convivência social. Estão em destaque para esta bancada, as seguintes temáticas:

  • Sistema formal de educação
  • Financiamento e bolsas de estudo
  • Investigação científica
  • Ambiente e Qualidade de ensino
  • Equidade de direitos, desigualdades e Exclusão
  • Papeis sociais
  • Saúde Sexual e Reprodutiva e, HIV/SIDA
  • Acesso a serviços de saúde
  • Reinserção social
  • Integração na sociedade e endoculturação
  • Comportamentos de risco
  • Educação cívica e participação social
  • Coesão da juventude
  • Voluntariado
  • Treino e desenvolvimento vocacional
  • Empoderamento da mulher jovem
  • Deficiência
  • Sistema prisional
  • Acesso a justiça e serviços públicos

Esta bancada se pressupõe a discutir assuntos relacionados com a economia de Moçambique e não só, com vista a perspectivar um desenvolvimento que se reflicta na vida quotidiana dos moçambicanos. Os assuntos em debate se circunscrevem a:

  • Trabalho e emprego
  • Empreendedorismo
  • Tecnologias de comunicação e informação
  • Habitação
  • Custo de vida
  • Segurança publica
  • Mudanças climáticas e aquecimento global
  • Investimento externo e Mega-projectos
  • Energias renováveis
  • Distrito: pólos de desenvolvimento democrático
  • Pobreza
  • Benefício comunitário relativo ao turismo
  • Financiamento e incentivos ao empresariado
  • Gestão ambiental
  • Distribuição de riqueza, tributação e bem-estar

A bancada pretende discutir assuntos relacionados com a democracia e governação nas diversas esferas, onde se destacam as seguintes temáticas:

  • Participação nos processos de decisão
  • Cidadania
  • Corrupção, transparência e responsabilização
  • Unidade nacional
  • Eleições
  • Fóruns juvenis
  • Conflitos inter-geracionais
  • Acesso à informação
  • Direitos humanos e da juventude
  • Integração regional
  • Globalização
  • Planificação e orçamentação participativa