Juventude Africana assume compromisso em Maputo

Os jovens que participaram da II Conferência Africana da Juventude, organizada pelo Parlamento Juvenil de 22 – 25 de Setembro, comprometeram-se a trabalhar na promoção da paz e estabilidade política do continente, elementos “sine qua non” para o desenvolvimento económico, social e político deste espaço geográfico.

O compromisso foi assumido no final dos trabalhos da II Conferência Africana da Juventude sobre Democracia e Boa Governação: África Após-2015, que contou com a presença de cerca de 500 jovens oriundos de diversos países e organizações continentais.

No documento final aprovado os jovens africanos consideram que a paz e estabilidade política são pressupostos indispensáveis para a criação de condições de desenvolvimento dos países africanos, sobretudo no que concerne à melhoria das condições de vida dos cidadãos dos 54 países que compõem o chamado “continente negro”.

“É nossa convicção que devemos, todos, privilegiar as práticas de manutenção da paz, pois só em paz é possível desenvolver, de forma sustentável e contínua, os nossos países”, afirmou o presidente do Parlamento Juvenil de Moçambique, Salomão Muchanga, na cerimónia de encerramento do evento.

Aliás, para além da questão da manutenção da paz e estabilidade política, o encontro de Maputo recomenda, ainda, aos jovens africanos para se engajarem nas acções de combate à pobreza nas suas comunidades, países e no continente, em geral. 

Segundo os participantes a esta conferência, é preciso que haja cada vez mais sintonia entre a juventude e os governos nacionais, assim como com as instituições regionais e continentais na elaboração de políticas públicas visando o bem-estar da população.

Assim, defendem que os jovens sejam parte da busca de condições para um cada vez maior acesso à educação, saúde, emprego, para além de lhes ser aberto espaço para a sua participação nas actividades políticas dos Estados africanos.

Neste contexto, a conferência recomenda que esta camada social faça uso das liberdades democráticas conquistadas pelos africanos com vista ao desenvolvimento sustentável dos seus países; que sejam mais proactivos nas acções de género, sobretudo no empoderamento da mulher, para que esta, lado a lado com o homem, possa participar no processo de tomada de decisão ou nas acções de promoção do desenvolvimento das comunidades onde se insere.

No que tange a este tipo de encontros, a Reunião de Maputo decidiu que estas conferências sejam frequentes e passem a ser realizadas anualmente, num sistema rotativo de países, de modo a que abranja todos os Estados do continente.

Também ficou decidido que apesar do sistema rotativo de realização destes encontros Moçambique será a sede do secretariado da conferência, o que significa que o nosso país é que estará no centro da preparação, organização e promoção destes encontros.